segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Eleições

Os resultados das eleições de ontem não auguram nada de bom. Vamos ter um PS espartilhado: à esquerda, por uma CDU refém de discussões tolas de marxismo e leninismo e por um BE a viver a euforia dos resultados, e a pedir uma utopia estatizante, de dar tudo a todos sem nexo e controlo, e, à direita, por um CDS inebriado pelos seus 21 deputados, a exigir uma festa liberal do poder fazer tudo, com um estado mínimo e inoperante, a assistir de braços cruzados. Com António Guterres, tanta negociação levou ao famoso "pântano", sem saída viável; eu não imagino Sócrates a fazer jogo de cintura para chegar a acordos parlamentares, que têm que varrer todo o espectro político, ou a descer da sua arrogância, e permitir que o seu fraco liberalismo mascarado de social-democracia ceda a dogmas de esquerda ou de direita, pois Sócrates gosta da pasmaceira do centro. Bom, o PSD manteve-se na sua irrelevância de há muito (desde a saída de Cavaco em 1995), pois continua nas suas apostas elitistas e fantasistas de "verdade" e autoridade moral.

1 comentário:

  1. Confesso que o resultado das eleições deixou-me um pouco apreensiva quanto ao futuro próximo do país. Parece-me que, nos meses que se avizinham ,vamos assistir a situações e discussões que em nada contribuem para a estabilidade política que se desejava. Por outro lado, as recentes declarações do PR em nada contribuiram para acalmar os ânimos e só serviram para criar um clima de suspeição e de maior instabilidade. Mais uma vez,é o país que sai lesado e nós enquanto cidadãos. O que me assusta é que cada vez mais os ideais partidários são substituídos pela sede de poder.


    Fátima

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